Chuva em setembro no Sistema Alto Tietê é a maior dos últimos dez anos
30/09/2026
(Foto: Reprodução) Represa de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes; Sistema Produtor Alto Tietê; foto registrada no dia 7 de fevereiro de 2023
João Belarmino/TV Diário
O Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) registrou neste ano o setembro mais chuvoso dos últimos dez anos, segundo dados da Sabesp. Entre os dias 1º e 30, o acumulado chegou a 247,32 milímetros, o maior para o mês desde 2017.
O levantamento compara os registros diários de chuva de setembro entre 2017 e 2026. Antes deste ano, o maior acumulado do período havia sido registrado em 2022, com 79,32 milímetros. O total de 2026 é mais de três vezes esse volume.
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Na comparação com setembro do ano passado, quando o sistema registrou 46,68 milímetros, o aumento foi de aproximadamente 429,8%. Já o menor acumulado da série ocorreu em 2024, com 5 milímetros durante todo o mês.
Confira a chuva acumulada em setembro em cada ano:
Volume aumenta no Sistema
Em setembro deste ano, o volume útil do Spat passou de 42,54%, no primeiro dia do mês, para 54,29%, nesta quarta-feira (30). A alta foi de 11,74 pontos percentuais.
Este foi o único ano entre os dez analisados em que o volume útil aumentou na comparação entre as leituras de 1º e 30 de setembro. Nos outros nove anos, o percentual registrado no último dia do mês ficou abaixo do observado no primeiro.
Em 2025, por exemplo, o volume útil passou de 29,29% para 25,03%, uma queda de 4,26 pontos percentuais. A maior redução da série ocorreu em 2024, quando o indicador caiu de 52,95% para 46,53%, recuo de 6,42 pontos percentuais.
Apesar do aumento em 2026, o volume útil registrado em 30 de setembro ficou abaixo dos percentuais observados na mesma data em 2019, 2020 e 2023. O maior foi o de 2019, com 87,16%.
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Volume útil sobe nas cinco represas
As cinco represas que integram o Sistema Produtor Alto Tietê registraram aumento no volume útil entre os dias 1º e 30 de setembro de 2026, segundo dados da Sabesp. No mesmo período de 2025, quatro tiveram queda. A exceção foi Biritiba, que subiu 0,92 ponto percentual.
Taiaçupeba teve a maior alta neste ano: passou de 34,28% para 60,93%, um avanço de 26,66 pontos percentuais. Em setembro do ano passado, a represa registrou redução de 3,69 pontos percentuais.
Biritiba apresentou o segundo maior aumento em 2026, de 23,19 pontos percentuais, passando de 32,44% para 55,63%. Já Paraitinga subiu de 61,07% para 76,16%, uma alta de 15,09 pontos percentuais. Em 2025, Paraitinga teve a maior queda entre as cinco represas, também de 15,09 pontos percentuais.
Jundiaí avançou de 67,98% para 75,62%, com aumento de 7,64 pontos percentuais, após cair 8,59 pontos no mesmo mês de 2025. Ponte Nova passou de 37,95% para 45,18%, uma alta de 7,23 pontos percentuais. No ano anterior, a redução foi de 2,77 pontos.
Paraitinga encerrou setembro de 2026 com o maior percentual de volume útil entre as cinco represas, enquanto Ponte Nova teve o menor. Todas terminaram o mês com níveis superiores aos registrados em 30 de setembro de 2025.
No acumulado de chuva de setembro de 2026, Taiaçupeba registrou o maior total, com 264,6 milímetros. Na sequência aparecem Paraitinga (254,4 mm), Biritiba (244 mm), Ponte Nova (241,6 mm) e Jundiaí (232 mm).
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