Milton Leite é transferido após denúncias de regalias em unidade prisional de Mogi das Cruzes
20/10/2026
(Foto: Reprodução) Milton Leite é transferido após denúncias de regalias em unidade prisional de SP
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União) deixou a cadeia pública de Mogi das Cruzes, nesta terça-feira (20), para ser transferido a outra unidade prisional.
Milton Leite está preso temporariamente por decisão da Justiça, sob suspeita de integrar uma organização criminosa e de manter relações com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo investigação do Ministério Público. O ex-presidente da Câmara nega as acusações.
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A transferência ocorre em meio a uma investigação sobre suspeitas de irregularidades e regalias concedidas ao político na cadeia pública de Mogi das Cruzes.
No sábado (17), cinco servidores da Polícia Civil foram afastados de suas funções após prestarem depoimento à Corregedoria. Entre eles estão a delegada seccional de Mogi das Cruzes, Margarette Barreto, o diretor da cadeia pública, o delegado titular do 1º Distrito Policial, um investigador e um carcereiro.
Segundo a defesa da delegada Margarete Barreto, ela não concedeu, não autorizou nem teve conhecimento de qualquer regalia ou privilégio ao ex-vereador Milton Leite durante o cumprimento de prisão temporária na cadeia pública de Mogi das Cruzes.
"A delegada compareceu espontaneamente à Corregedoria da Polícia Civil neste sábado para prestar depoimento e esclarecer sua atuação. Com mais de 30 anos de serviços prestados à Polícia Civil de maneira idônea e eficiente, a delegada sempre esteve à disposição para colaborar com as autoridades, tanto policiais quanto do Ministério Público do Estado de São Paulo."
Milton Leite estava preso na cadeia do 1º DP de Mogi das Cruzes.
Reprodução
Os afastamentos foram determinados pelo delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.
Na quinta-feira (16), uma operação do Ministério Público cumpriu mandados de busca na cadeia pública para investigar suspeitas de benefícios irregulares concedidos a presos. Durante a ação, investigadores apreenderam R$ 155 mil e US$ 10 mil (cerca de R$ 55 mil) com um carcereiro suspeito de facilitar as regalias.
Em nota divulgada anteriormente, a defesa de Milton Leite negou que ele tenha recebido qualquer tratamento diferenciado na unidade prisional. Os advogados também afirmaram que o político está à disposição para colaborar com as investigações.
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