'Na Coreia ou no Japão, o penta tá na mão': como uma frase levou jovem de SP à Copa de 2002

  • 12/06/2026
(Foto: Reprodução)
'Na Coreia ou no Japão, o penta tá na mão': como frase levou jovem de SP à Copa de 2002 ⚽🏆 A frase "Na Coreia ou no Japão, o penta tá na mão" levou um jovem de 17 anos de Mogi das Cruzes a realizar o sonho de acompanhar de perto a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002, que terminou com o pentacampeonato. Naquele ano, o Brasil chegou ao Mundial disputado na Ásia desacreditado e longe de ser o favorito. Mesmo assim, o jovem Gilberto Vitoriano da Silva comemorou a oportunidade. “Foi um dos dias mais felizes da minha vida” contou. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Na época, uma empresa do setor de eletroeletrônicos promoveu um concurso cultural em todo o país. Para participar, os concorrentes precisavam criar uma frase contendo obrigatoriamente as palavras "Eletro" e "Brasil". A frase vencedora foi criada por Gilberto: Na Coreia ou no Japão, o penta tá na mão. Com a Eletro apoiando, Brasil é campeão Além da criatividade, uma coincidência ajudou a mudar sua história. Gilberto trabalhava em uma lanchonete no bairro do Socorro, em Mogi das Cruzes, quando um cliente frequente, conhecido como seo Roberto, lhe entregou um cupom do concurso. Gilberto com torcedor na Copa do Mundo de 2002 Arquivo pessoal / Gilberto Vitoriano da Silva Gilberto lembra que seo Roberto o incentivou a participar. Ele disse: "Eu sei que você é muito inteligente, eu sei que você gosta de ler, tá aqui, você vai fazer uma frase". VEJA MAIS Agora no g1 Apesar do estímulo, ele conta que ficou receoso no primeiro momento. "Eu fiquei pensando assim ainda, um cupom, nossa, que presente de grego, né?” Mesmo com a dúvida, escreveu a frase e guardou o cupom na mochila. Para validar a participação, era preciso depositar o cupom em uma urna na loja promotora da ação. No entanto, isso não era uma prioridade para Gilberto. “Eu trabalhava no bairro do Socorro e dificilmente eu descia pro centro da cidade [onde a loja era localizada]”, contou. O cupom quase não foi entregue. Gilberto só se lembrou da promoção em 6 de maio de 2002, dois dias antes do encerramento da promoção. Naquele dia, caminhava pelo centro da cidade quando uma chuva forte o fez buscar abrigo sob o toldo de uma loja da Eletro. Ao perceber que estava em frente à loja participante, decidiu aproveitar a oportunidade e depositar o cupom em uma urna já cheia de formulários. "Falei: 'Meu Deus, um cuponzinho, né? Vou colocar aí'", lembra. Nove dias depois, ele recebeu um telefonema informando que havia vencido o concurso. "Eu falei: 'Ah, para, conversa para boi dormir, né?'" A confirmação veio acompanhada de uma manchete no jornal da cidade. Recorte do jornal que notíciou a ida de Gilberto à Copa de 2002 Arquivo / O Diário A viagem até o Penta Com a viagem garantida, começou a corrida para providenciar a documentação. Gilberto nunca havia saído do Brasil e não tinha passaporte nem visto. O embarque estava marcado para o dia 30 de maio de 2002, apenas 15 dias após ele ter recebido o telefonema da vitória. "A gente começou a correr atrás de documentação, porque eu não tinha passaporte, eu não tinha visto, eu não tinha absolutamente nada. E o embarque para essa viagem era em 15 dias", recorda o mogiano. Gilberto visitou a cabine do avião em que foi para o Japão em 2002 Arquivo pessoal / Gilberto Vitoriano da Silva Após conseguir a documentação, Gilberto embarcou em 30 de maio pelo Aeroporto de Guarulhos acompanhado de uma tia, que era sua responsável legal. Segundo ele, a "ficha" só caiu no Aeroporto de Guarulhos, durante um encontro com cerca de 200 pessoas que também viajaram por meio de promoções ligadas à Copa. O trajeto até o destino final foi longo: uma escala em Chicago, nos Estados Unidos, e outra em Tóquio, no Japão, antes de chegar à Coreia do Sul. "Foi uma zoeira de São Paulo até Chicago, de Chicago até Tóquio e depois de Tóquio até a Coreia. A gente já se conheceu todo mundo", relembra Gilberto Gilberto e outros ganhadores dos concursos Arquivo pessoal / Gilberto Vitoriano da Silva Na Ásia, Gilberto e a tia ficaram hospedados em hotéis de alto padrão. Nos lobbies, encontraram personalidades que ele conhecia apenas pela televisão, como o narrador Galvão Bueno e o então presidente da Fifa, Joseph Blatter. Atualmente, Gilberto mora nos Estados Unidos e é jornalista. Ele afirma que a vivência na Copa de 2002, somada ao seu interesse natural por esportes, foi fundamental para sua trajetória. "Tudo assim acabou casando para que eu tivesse uma experiência incrível que me moldasse como torcedor, como um todo”. Gilberto acompanhou todos os jogos do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo de 2002. Em 30 de junho, a Seleção Brasileira conquistou o pentacampeonato ao vencer a Alemanha por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo Fenômeno, no Yokohama Stadium, no Japão. Gilberto e sua tia em dos estádios que visitou durante a Copa de 2002 Arquivo pessoal / Gilberto Vitoriano da Silva Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê

FONTE: https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2026/06/12/na-coreia-ou-no-japao-o-penta-ta-na-mao-como-uma-frase-levou-jovem-de-sp-a-copa-de-2002.ghtml


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